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Arte e Cultura resgata acervo do fotógrafo Nego Miranda em site com quase 1.800 imagens
Programa desta sexta-feira (18), da TV Assembleia, traz bastidores da digitalização e restauração do trabalho do fotógrafo paranaense, que retratou...
18/09/2026 16h58
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

Guardadas havia anos em uma caixa, quase 1.800 fotografias em slide do fotógrafo paranaense Nego Miranda corriam risco de se perder para sempre. Danificadas por fungo e pela ação do tempo, as imagens passaram por um cuidadoso processo de conservação, digitalização e restauração de cor, e hoje estão disponíveis gratuitamente na internet, reunindo quatro décadas da história cultural do Paraná e da América Latina. O tema é destaque do programa Arte e Cultura desta sexta-feira (18), da TV Assembleia.

A atração recebe Cahuê Miranda, jornalista e filho do fotógrafo, e João Castelo Branco, responsável pela digitalização e pelo tratamento de imagem do acervo.

Cahuê conta que a urgência de preservar o material vinha da fragilidade física dos slides, que já apresentavam infestação de fungo e perda de cor. "A gente via com muita pena todo esse material tão rico que estava numa caixa e que a gente precisava preservar para que ficasse à disposição de todos", relembra.

Antes de chegar à digitalização, o acervo passou por um minucioso trabalho de limpeza física, slide a slide. Só depois João Castelo Branco assumiu a etapa de recuperar, na imagem digital, as cores que se perderam com o tempo, sem descaracterizar o trabalho original do fotógrafo. "A gente foi atrás de recuperar e preservar o que seria mais próximo das cores originais do material", afirma.

Na entrevista, os dois também revisitam a trajetória de Nego Miranda, que passou da fotografia publicitária ao registro documental de temas como a Ilha do Mel, a erva-mate, as igrejas de madeira do interior paranaense e a paisagem urbana de Curitiba, incluindo o diálogo com a obra literária de Dalton Trevisan. Para Cahuê, o pai enxergava nesse trabalho uma missão pessoal. "Ele tinha essa tarefa de registrar a cultura paranaense, era uma missão dele. Ele era um apaixonado pelo Estado, pela cidade", diz.

João Castelo Branco lembra ainda a sensibilidade do fotógrafo para o uso de cores e para o retrato do cotidiano das pessoas. "Tem uma coisa sobre o retrato do ser humano que é muito forte. Você vai ver muito as fotos de pessoas, pessoas trabalhando, pessoas no seu fazer", observa.

O site reúne as imagens organizadas por local, tema e período, com opção de download para uso educacional, artístico e de pesquisa.

Para conhecer todos os detalhes desse processo de restauração e as histórias por trás das fotografias de Nego Miranda, confira a entrevista na íntegra clicando aqui .